A privatização da vacina

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“Em português claro, é uma maneira de furar a fila”. Assim o médico e ex-ministro da Saúde José Gomes Temporão traduz a decisão da Câmara dos Deputados de liberar a compra de vacinas contra a Covid-19 por empresas privadas sem necessidade de repassar todas as doses ao SUS, executor do Plano Nacional de Imunização. E de permitir que essa aplicação paralela aconteça antes mesmo de o PNI alcançar todos os grupos prioritários. Entrevistado neste episódio, Temporão explica de que maneira a fila dupla rompe a lógica sanitária de imunizar em etapas, considerando o grau de risco de quem vai receber a dose. E aponta ainda a incongruência de favorecer funcionários de empresas, aleatoriamente, num país em que o trabalho informal predomina e o número de desempregados é altíssimo. Renata Lo Prete ouve também a empresária Luiza Trajano, que está à frente do Unidos pela Vacina, movimento de apoio atuando em quase todos os municípios brasileiros. Há meses mergulhada nessa questão, ela aponta, em primeiro lugar, a ociosidade do debate: “O problema é que não tem vacina sobrando para comprar”. Luiza se refere ao superaquecimento da demanda global e à consequente decisão, por parte dos principais fabricantes, de por enquanto vender somente para governos. Se alguma empresa conseguir, “ótimo”, ela diz. E completa: “tem que ir para o SUS”.

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